Corinthians: Preto no Branco


O Futebol Brasileiro Propriamente Dito
novembro 19, 2008, 7:31 pm
Filed under: Uncategorized

Blogueira, como sou, é natural que viva “blogando” por aí… Numa dessas, enquanto visitava o Carta-Bomba do André Rizek, deparei-me com o seguinte post: Futebol brasileiro é meu Wando. Em resumo, a matéria trata do futebol brasileiro x europeu, o jornalista afirma preferir o primeiro e explica o porquê da escolha abordando de forma interessante a questão. Tão interessante que resolvi também tecer as minhas conjecturas sobre o tema.

Primeiro cabe mencionar que achava, dados os atuais comentários e conversas sobre futebol europeu, ser a única com esse pensamento: o futebol brasileiro é melhor. Mas aqui também cabem algumas pontuações:

No meu entendimento, futebol é, essencialmente, emoção. Não se pode compreendê-lo sem sentimento.

E eu não consigo sentir a menor emoção com os campeonatos europeus. Eles podem ter brilho, nossos maiores craques, grandes lances, ser plasticamente lindo, etc e tal, mas não têm o tempero da emoção.

Como nada é por acaso, eu sou corinthiana. Gosto é do sofrimento. Sou uma sofredora assumida e orgulhosa! É… Eu sei, só corinthiano entende. Mas torço pela emoção, pela raça, pela superação. Sabe aquela coisa de jogar com o rival, melhor administrado, com melhor elenco, líder na tabela, enquanto o teu time está sofrendo nas últimas posições e vencer na raça, no sofrimento, por 1 a 0 com gol do zagueiro que você nem gosta?! É isso. E fora isso, o futebol se torna tão chato quanto a canoagem, pelo menos pra mim.

O Futebol-empresa, sem paixão, sem amor à camisa, sem identificação com as massas e sem sofrimento, é mais um esporte, mas não é o futebol que eu conheço e amo de paixão e pela paixão.

E é por isso que estamos aí, decepcionados com a ‘SeleNike’. O nosso futebol, aquele que encantou o mundo inteiro era baseado na criatividade, na molecagem, na liberdade, foi inspirado no povo brasileiro. Esse que vemos hoje é até um ultraje à nossa cultura, eu diria.

Será que pensam que foi à toa que o Corinthians conquistou a inúmera torcida que tem hoje? Foi por nada que ela cresceu mesmo durante vinte e dois anos de jejum de títulos? Foi nada. Questão de identificação projetiva, como chamamos em Psicologia. Espelho de um povo: o brasileiro e sofrido. Foi assim também que eu me apaixonei pelo Corinthians e pelo futebol.

Por isso não compreendo a razão de boa parte da mídia brasileira nos “empurrar” o futebol lá de fora. Penso que o grande problema aqui seja o fato do povo tupiniquim imitar tudo, exatamente tudo – e quase sempre mal copiado e adaptado ao nosso contexto – que vem “dazoropa”. O velho complexo de vira-lata. Não por acaso o tema O nosso futebol é a cara do Brasil já foi pauta de palestras. Os clubes aqui só não são empresas no papel e no lado bom do futebol balcão-de-negócios que se refere, por exemplo, à organização dos campeonatos e demissão dos que se mostrarem incompetentes nos clubes-empresa, mas aí nossos cartolas estariam numa bela enrascada. Não dá, né?!

Deixando de lado a questão dos interesses políticos que têm diminuído o nosso futebol, se querem copiar os europeus, copiem a organização dos campeonatos que está de bom tamanho. Não mexam no que é a alma do nosso futebol. Diz um ditado, bem futebolístico por sinal, “em time que está ganhando não se mexe”. Pois é.


4 Comentários so far
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Também prefiro a minha Praia Grande ao Guarujá dos outros.

Foi lá que eu passei minhas férias a vida toda e onde eu curtia meu futebol de gol caixote com os caiçaras e meu voleizinho na areia, além de pegar onda sem prancha, o famoso jacaré.

A gente se satisfaz onde há identificação.

O futebol europeu é (para mim) esquisito até de se ver, com aquela troca de passes super eficiente e profusão de chutes de média e longa distância.

Se tem um outro futebol que eu gosto de ver é o Argentino, pela entrega e disposição que eles demonstram (inclusive os jogadores muito habilidosos).

Mas nada se compara a uma tarde ou noite no Pacaembú, com aquele sambinha ao fundo, o jogo cadenciado e a impaciência da Fiel , empurrando o Timão pra cima dos times pequen os, acuados pela pressão da massa , ou então aqueles clássicos incríveis, onde nos equilibramos aflitos na corda bamba que separa o Céu do inferno futebolístico.

Meu irmão Rodrigo, que vive na Inglaterra a 10 anos, adotou o Arsenal como sua 2ª paixão no futebol, logo abaixo do Timão.

Mas ele viveu no norte de Londres por 6 ou 7 anos, e daí criou-se em seu coração uma nova identidade, naturalmente, porém sem suplantar a primeira.

Por isso também, muitos jogadores voltam aos seus times de origem, depois de rodar o mundo atrás de dinheiro e fama.

Abraços,

Freeman.

Comentário por José Freeman Junior

Por falar em Praia Grande e complexo de vira-lata, o Timão naum tem jeito mesmo.

Os Gayuchos do Inter naum contentes em roubarem o Nilmar, agora querem levar o Mano?

Eh pra tirar o tezão.

E na cola, vaum levar Elias Andre Santos e so nao levam o Douglas porque tem o Alessandro.

P. Q. P desculpem o desabafo. Rosiney Magrão Nilmar G. Nery, vai ter inveja assim na …

Comentário por ToFicandoRouco

BOM, EU NAO GOSTO DE FUTEBOL, EU AMO O CORINTHIANS.

Comentário por Heloisa

ola amigos, excelente blog, parabens, desejo sorte as vossas equipas

visite também

http://mundoleonino.blogspot.com/

Comentário por eugeniu




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