Corinthians: Preto no Branco


Do Morumbi ao Parque São Jorge
abril 3, 2009, 6:12 pm
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Há algum tempo os leitores do blog trazem para os comentários excelentes textos sobre a questão da penhora do Morumbi, bem como cobram que este espaço também aborde essa questão.

Pois bem, a falta de tempo ainda me impede de escrever um texto mais detalhado sobre o assunto, no entanto, não impossibilita que se reúna os dois melhores e mais abrangentes conteúdos e divulgue aqui para debatermos, então, eis o artigo do corinthiano Giulio sobre o caso:

Imprensa: Por que historicamente fustiga o Timão?

A recente postagem do blog do ótimo Rodrigo Vianna, um dos melhores jornalistas do Brasil, ex-Globo, reacende um debate importante: por que a mídia fustiga o Corinthians?

Vale ler a entrevista do repórter corinthiano com o excelente advogado, também alvinegro, Morumbi foi penhorado: mídia protege São Paulo?

 Há quem acredite que isso é coisa recente. Não é. O modo injurioso e irônico de se referir ao Timão é coisa antiga, do Estadão ao Diário da Noite. Ao contrário, historicamente, o SPFC é blindado pela mídia, ainda que tenha uma trajetória que passa várias vezes pela lama.

Já em seus primeiros anos, o Corinthians é citado pela imprensa paulista como o time dos “carroceiros”, em tom depreciativo. Há quem diga, na segunda década do século 20, nos jornais da época, que se trata do time dos “suados”, da “pretalhada” ou dos “encrenqueiros”. Este último termo herdado do Botafogo da Paula Souza, um time da região Bom Retiro Luz que foi desmontando pela polícia. E vários de seus jogadores se juntaram ao recém-nascido Corinthians.

Ao mesmo tempo, a turma do Paulistano e do São Paulo Athletic (ancestrais do atual SPFC) eram identificados como “misters”, “gentlemen” ou “nossos moços”.

Em seguida, viramos o “clube dos operários”. Mas as referências tinham algo de pejorativo. Nosso primeiro presidente, Miguel Bataglia, trabalhara na Light, onde aprendera sobre o sindicalismo anarquista, trazido ao Brasil pelos italianos.

Não por acaso, o Bom Retiro corinthiano participou ativamente da primeira grande greve do Brasil, aquela de 1.917, organizada pelos operários anarquistas.

O Corinthians, para a imprensa, já tinha essa face de célula de subversão, de ponta de lança dos outsiders, dos que “brigavam” por inclusão numa sociedade fechada e preconceituosa.

Os motivos…

Logicamente, o Corinthians logo vira foco da mídia. Afinal, vende jornal. Em poucos anos, dos 13 fundadores, o Timão conquista o seu primeiro MILHÃO de torcedores, por volta de 1.922, ano do centenário. Existem os clubes da elite quatrocentona, cafeeira e agora industrial emergente. Existe o clube exclusivista da maior massa de imigrantes, o Palestra. E existe o clube dos “carroceiros”, “operários”, “suados”, da “pretalhada”, da “calabresada”, dos “anarcas”, do “populacho”, da “patuléia”, dos “mestiços”…

Esse é o Corinthians, diferente do Paulista de outrora. Não é bem visto porque é miscigenado. E mais: incentiva a miscigenação.

Lá pelo final dos anos 20, o escritor Alcântara Machado uma das cabeças pensantes da São Paulo já modernista vê o Corinthians para além da antropofagia. Na arquibancada, como relata, um negão divide uma laranja com um japa que mal sabe falar obrigado, um calabrês leva uma namorada índia do Mato Grosso para ver o Corinthians jogar…

Para a imprensa, esse Corinthians sem regras é pulverizador da velha ordem. Mistura demais, gera uma inclusão não solicitada, e bota gente do povo no meio dos matches da gente de Higienópolis que se veste com modas de Paris.

Sem dúvida, a elite precisa de uma referência única na época do profissionalismo. Cria-se o São Paulo da Floresta, e depois o SPFC. De alguma forma, os barões paulistanos também dominam a mídia, e fazem o possível para dourar o novo clube, e também para ocultar seus escândalos.

Na década de 60, falam que o Corinthians é o “faz-me-rir”, mas calam sobre a construção do Morumbi. Falam do tal tabu contra o Santos, mas calam sobre Natel no SPFC.

Isso mostra que fustigar o Corinthians e enaltecer o SPFC é menos que projeto esportivo. É mais um projeto político e ideológico, e continua em curso. Afinal, eles são sempre “sérios”. Nós, os “gambás” do “apito amigo” e das “mutretas”.

A Fiel precisa ter sempre os olhos abertos, pois.


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Discussão para mais de metro eim! Pois quando você mexe nesse assunto Corinthians/Povo X São Paulo/Burguesia, é muito mais que torcedores de futebol, e analise sobre a sociedade.

O que de fato existia naquela epoca:

Pessoas completamente racistas e preconceituosas, prova disso que todo o surgimento do pensamento de raça superior surgiu justamente no EUA no seculo 19. Tanto que os infelizes soldados racistas americanos, queriam mesmo era matar japoneses.

Ou seja, ser um homem correto, honesto, patriota e racista estava na moda.

O que existe hoje:

A classe media está sempre descontente com o Governo Lula, porque é claro se informa nas Vejas da vida, e criticar só o Lula não tem mais graça, criticam também quem vota nele. Ou seja, o povão. A culpa é do povo que agora ganha R$ 60,00 reais a mais! O estranho é que talvez boa parte de classe media só esteja nesse status por causa do bom momento vivido pelo Governo, mas deixa lá.
Para deixar bem claro, também faço parte dessa classe media, tenho as minhas discordancias, mais na esfera esportiva, mas sei também dar o devido credito aos grandes feitos.

Ou seja, esta na moda criticar o Lula, o povo e finalmente o Corinthians, o Bahia, o Flamengo e etc. É mais divertido… É mais cult como alguns dizem.

Materias tendenciosas meio que massageiam o ego dos inconformados, mesmo que de forma indireta.

Ai sobra para os “maloqueiros”…

Comentário por Gabriel Paulino da Silva

E POR ISTO TUDO QUE EU AQUI MORANDO NA AMERICA PAIS DE PRIMEIRO MUNDO ONDE DURMO E ESQUECO DE FECHAR A PORTA,ONDE TEMOS NOSSOS CARROES E PICK-UP NAS GARAGEMS AS VEZES SINTO UMA SAUDADE INSUPORTAVEL DE VER MEU GRANDE CORINTHIANS,EU AQUI NUNCA VOU ESQUECER A FEIJOADA,O SAMBA,OS MEUS AMIGOS DE INFANCIA QUE EU EMPINAVA PIPA NA RUA,DOS 23 CAMPOS DE FUTEBOL QUE EXISTIAM ANTES DA FAVELA DO HELIOPOLIS,MAS TODA ESTA NOSTALGIA ESTA SAUDADE,CONFESSO E DIGO QUE SOU SINCERO AO FALAR QUE NADA,MAIS NADA MESMO SE COMPARA COM A SAUDADE QUE TENHO DO MEU CORINTHIANS,E TENHO CERTEZA QUE TODO ESSE AMOR QUE SINTO PELO MEU TIME PELO MEU POVO PELAS BRINCADEIRAS DE RUAS TEM HAVER COM AMOR QUE TENHO PELO MEU TIME,O MAIS POPULAR DO PLANETA,ESQUECA O RESTO NOS SOMOS DIFERENTE ALGO UNICO QUE NAO CONSEGUIMOS ESPRESSAR COM PALAVRAS SINTO PELOS OUTROS QUE NAO SE IDENTIFICARAM COM NOS,PORQUE SENDO ASSIM NAO SE IDENTIFICARAM COM O QUE TEMOS DE MAIS BRASILEIRO A NOSSA MISTURA,JAPONES,NEGRO,BAIANO,MILHONARIOS,POBRES SIMPLISMENTE POVO,POVO BRASILEIRO,POVO CORINTHIANO.

Comentário por marcelo

CORRECAO=MILIONARIOS,EXPRESSAR,SORRY

Comentário por marcelo

Larissa, eu como tenho no sangue um verdadeiro coquetel de raças, como a grande maioria dos Brasileiros, só posso me sentir orgulhoso ao ler um texto desse. Ver as diferenças de tratamento da imprensa para conosco e o time do Jardim Leonor, que sempre flertou com o poder, foi o queridinho da ditadura, onde generais e coronéis tinham camarotes especiais, time que mesmo nos dias de hoje vive um grande romance com a prefeitura paulista, para tentar a todo custo, mais uma reforma de seu arcaico estádio, com o dinheiro do erário.

Mais interessante ainda é o relacionamento deles com a CBF, onde acontece um grande paradoxo: 90% da imprensa paulista baixa a lenha no Ricardo Teixeira, e estranhamente nunca ouvi (ou li) qualquer comentário sobre a relação quase afetiva que a diretoria do São Paulo mantém com a CBF. Até mesmo o são Paulinho, que adora falar mal do RT e elogiar o JJ, mantém esse assunto como um tabu (pelo menos até 1 mes atrás, pois eu não acesso mais o blog dele). Recentemente quando da visita da FIFA para vistoriar os estádios Brasileiros, Juju e Marco Polo, podiam ser vistos lado a lado trocando figurinhas e sorrisos e a imprensa simplesmente se calou. Ou seja a imprensa é toda elogios a diretoria são-paulina e acidamente critica a CBF e FPF, mas quando estas se juntam ao spfc eles se calam.

Até muitos daqueles que se dizem patriotas e primam pelo ufanismo, gostam de falar que o Mundial de 2000 não valeu nada, pois foi no Brasil e não no Japão. Interessante, foi no Brasil a terra do melhor futebol do mundo nos últimos 50 anos, organizado pela instituição reguladora do futebol e não vale nada, vale para eles um amistoso pago por uma montadora, disputado lá no Japão, onde dois terços da população não sabe a diferença entre uma bola e um ovo.

Bem, se for citar tudo que a imprensa se coloca a favor dos bambys e tudo que se volta contra o Timão, vou ficar aqui alguns dias e serão necessários vários gigas para armazena-lo, o importante é o que o texto sintetizou, gostei muito dele e vou guarda-lo com carinho pois é algo para a gente ler e reler e pensar no que é ser Corinthiano e ter um pouco de paciência para com o noticiário, pois o time da Democracia está em permanente luta, desde nossa fundação.

Comentário por David Emmanuel

Parabéns pela postagem.

Uma das melhores coisas que eu li ultimalmente pelos blogs da vida.

Mas confesso: ela me surpreendeu.

Porque, nesta postagem, você revela uma consciência histórica e social do que é o Corinthians que você não demonstra ao opinar sobre alguns fatos recentes relacionados ao nosso time.

Muitas vezes, eu tenho a impressão de que você “dorme no barulho” dos anticorinthianos, e faz coro às críticas que adoram direcionar ao Corinthians.

Críticas que, nem sempre, mas muitas vezes, são exageradas ou infundadas. Mas não é o que vem ao caso. O problema é que não se observam críticas similares em relações a fatos similares ocorridos em outras agremiações – principalmente, quando se trata do São Paulo.

É esse fenômeno que é considerado na entrevista no blog do Rodrigo Vianna. E é esse fenômeno que você demonstrou ter pleno conhecimento na presente postagem.

Mais uma vez, parabéns. Voltarei com mais freqüência a este espaço.

Comentário por Julio

antigo TFR. Mas, algumas coisas ja começam a acontecer. Senao vejamos, o detrator mor, que nos ofereceu 50,00 para ajudar na nossa divida, senhor MAC, ja recebeu um devido cala a boca, e murchou com suas gozaçoes. A divida do Timao, ridicularizada pelo homem que nao assumiu a filha, e que se intitula rei, parou de ser discutida repentinamente na midia, depois que o Sportv, fez materia sobre as dividas dos clubes.
Tambem nao sera mais discutida daqui para a frente, a questao da divida, com a publicaçao dos balanços auditados dos clubes.
Deficits virarao superavits, e esqueça-se esse assunto.
Tambem nao se discute mais a decisao do Timao de nao jogar mais no Morumbi, simplesmente para nao se discutir os porques.
Tambem nao se discute mais a contrataçao eleitoreira de Ronaldo, nem se discutira mais a carreira que segundo um iluminado afirmou sentir pena, e que viraria po.
Agora pelo menos discute-se o futebol, apostando qual zagueiro sera o macho de quebra-lo novamente, convocado pelos abutres.
Agora nao se discute mais o patrocinio do Timao, que afirmaram obra do PT e de Lula, agora discutem-se as clausulas leoninas que a patrocinadora explora o Timao, logico por orientaçao do planalto central.
Discute-se agora, apos a classificaçao do Timao para o quadrangular, a troca de Mano pelo Luxa, (muito oportunamente por sinal), matando-se dois coelhos so com uma cajadada. Faltando matar, ou o Santos ou a Portuguesa, ou ainda o Santo Andre, mas esse nao precisa matar, talvez so falar um pouquinho que eh time de prefeitura ja basta.
É cult….e mais divertido… para eles.
Gabriel veio de guerra, nota 10 pra tu.

Comentário por Thiago Ferreira

Interessante. Lendo sobre essa “calabresada” e “anarcas” me lembrei de uma vez que entrevistei, há mais de uma década atrás, um antigo funcionário das Empresas Matarazzo (IRFM), cujo fundador todos nós já ouvimos falar um dia e o qual doou ao atual Palmeiras, o terreno logo em frente a sua Indústria (local do Parque Antartica). Me lembro muito bem quando eu perguntei se pelo motivo do Conde doar o terreno todos os italianos e seus descententes que trabalhavam na fábrica de Matarazzo passaram a ser palmeirenses, ele riu e me disse que a grande maioria não, a grande parte dos descendentes de italianos daquela época incluíndo a grande parte do Bixiga (a calabresada), Barra Funda e Bom Retiro gostava é de ver o Corinthians jogar. Eram os italianos que pensavam por conta própria, os primeiros a chegar por aqui, os artistas, anarquistas, e a ‘massa italianada’ mesmo eram corinthianos. E os do Palmeiras? era tudo ‘vira-casaca’ ou ‘puxa-saco’ do patrão.
Adorei ler seu texto e notar que a “calabresada” era mesmo ‘tutti’ corinthiana.

Larissa: E pelo que estudei era mesmo! Tenho um grande amigo que é descendente destes e existem até registros em cartas do avô dele sobre esse tempo. Ainda o convenço a escrever um livro sobre o tema. Abraços alvinegros.

Comentário por Rafa

larissa, após deixar meus pitacos aqui sobre a nosso conturbada relação com a mídia “imparcial”, andei navegando por ai. Vi principalmente muita coisa do filme Fiel. Ainda não o vi, mas já da pra saber que fala de nós torcedores e no pior momento de nossa história, e ai me veio a cabeça a enorme distância que existe dos bambys para nós. Enquanto fizemos um filme de um momento que absolutamente não temos orgulho, pelo contrário, mas que mostra nossa força diante de mais uma adversidade e que o Corinthiano é tão especial que sobrevive até a um apocalipse em seu amor ao clube, o time do Jardim Leonor faz de tudo para esconder que um dia também disputou uma segunda divisão, chegam ao absurdo de inventar regras que nunca existiram, pra tentar negar que estiveram no inferno. Eles querem apagar a história, nós queremos faze-la.

Corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus!

Comentário por David Emmanuel

Em pesquisa realizada ano passado pelo Datafolha e publicada em matéria especial denominada “DNA Paulistano” percebe-se que o são paulo concentra sua torcida, em geral, nas regiões de maior poder aquisitivo na cidade de São Paulo. Em geral porque na região do Alto de Pinheiros e Itaim Bibi o Corinthians leva vantagem.

Outro detalhe curioso é que o são paulo ganha do Corinthians nas regiões de Parelheiros e Marsilac e empata na região do Capão Redondo. Os habitantes dessas três regiões são considerados de baixíssimo poder aquisitivo.

http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoExtremoLeste.pdf
http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoSul.pdf
http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoExtremoSul.pdf
http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoNorte.pdf
http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoNoroeste.pdf
http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoLeste.pdf
http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoOeste.pdf
http://www.nossasaopaulo.org.br/observatorio/DnaPaulistanoCentro.pdf

Para mim só existem três classes sociais: a dos pobres, a dos ricos e a dos pobres-metido-a-ricos. Esse negócio de classe média foi inventado pela ditadura para justificar que um cidadão que ganha mais de R$.1.165,00 por mês tenha que pagar Imposto de Renda. E se alguém é da falaciosa classe média, convenhamos, é meio rico, mas também é meio pobre.

Ocorre que pelo fato de pagarem IR muitas dessas pessoas já se consideram membros da elite, votam nos partidos que defendem os interesses da elite, achicalham os infortunados com seu ar superior e julgam o Presidente da República não por seus atos, mas por não se conformarem que um “pau-de-arara” analfabeto conseguisse chegar ao mais alto posto de poder do país. Claro que há exceções.

Os torcedores do são paulo não são da elite e sim da classe dos pobres-metido-a-ricos. E os integrantes da mídia que achincalham o time da “marginal sem número” ou são dessa mesma classe social ou são oportunistas querendo se promover ás custas da nossa popularidade.

Parabéns pelo post Larissa. Excelente texto e belíssimo trabalho. T +

Comentário por Luís Carlos

Por mim os bambis se lasquem,eu topoucomelixando para um time que nem DNA tem,ninguem sabe se o pai é gato ou cachorro.
Eu Sou Corinthiano e o resto é resto.
Sds Corinthianas Larissa.
Rumo a mais uma conquista do Paulistão.

Comentário por Marcelo Firmiano

É óbvio que a mídia é parcial. A cidade de SP é reaça, e ponto. Basta observar o perfil dos políticos que são eleitos por aqui. Compare esse perfil com o dos políticos de uma cidade, p.ex, como o RJ. Aqui em SP jamais um Gabeira chegaria ao segundo turno! A suposta elite paulistana gosta de “coisas bem administradas”, “sérias”, “racionais”, e “planejadas”, ainda que nada disso tenha sido usado em prol da cidade em todos esses anos. O Corinthians faz parte de outra semântica, a da raça, do trabalho, do esforço, da manifestação popular; e paga por isso.
Isso posto, há coisas, no entanto, a apontar. Em primeiro lugar, como sempre na história, o povo dá o tiro no próprio pé: os pobres e remediados paulistanos tb são reaças, se não mais reaças, e ajudam a divulgar e fortalecer uma ideologia da qual não participam, ou seja, se há uma ideologia à direita em prol da tecnocracia, e da qual o SPFC se aproveita, há corinthianos, santistas e palmeirenses que ajudam a sustentá-la. É preciso pensar de outra forma, e as pessoas simplesmente não conseguem fazer isso. Como se pode ver, é uma questão que extrapola as quatro linhas, sem deixar de influenciá-las.
Por outro lado, como corinthiano, não posso deixar de meter o dedo num ponto: o “mal” que nossa semântica acaba provocando em nós mesmos. Numa espécie de repúdio ao que o SPFC faz e representa, parece que desejamos ser o exato oposto, o caos, a baderna, a licenciosidade que beira o crime. Como prova disso aponto que muitos corinthianos por aí não se incomodam, ou que tentam defender o que acontece no Timão. A MSI é gangue de mafiosos SIM, ponto final. É PRESSUPOSTO ÉTICO NÃO ACEITAR DINHEIRO DE UM MAFIOSO, APESAR DE BRECHAS E SEMANTISMOS DO DIREITO BRASILEIRO. É RIDÍCULO UM CLUBE TER COMO ADM. DOIS BICHEIROS, QUE MANDAM E DESMANDAM. É RIDÍCULO TER UM PRESIDENTE QUE SÓ SABE JOGAR P/ A GALERA, MAS QUE, DE PRÁTICO, NADA REALIZA. É RIDÍCULO UM TIME COM NOSSA HISTÓRIA E TORCIDA MENDIGAR APOIO E DINHEIRO EM INSTITUIÇÕES DO FUTEBOL. NÃO TER UM CT DECENTE. NÃO TER UMA BOSTA DUM ESTÁDIO. ESTAR SEMPRE À MERCE DE EMPRESÁRIOS.
Sinto dizer, amigos, mas eqto fizermos o elogio errôneo do povo (como se povo signifiasse tudo o que é feito nas coxas, no improviso), o SPFC estará sempre um passo à nossa frente, com ajuda da imprensa ou não, e por merecimento. Pronto, falei.
Não acreditemos nos que dizem, por aí, que povo é sinônimo de “alegria e improviso”.Povo é trabalho, suor; São Jorge sincretizado na figura de Ogum.

Comentário por jeff

Muito interessante esse texto! Me faz lembrar um outro, que eu copiei e salvei há algum tempo, e que serve de complemento ao da Larissa:

“PORQUE O SÃO PAULO É BAMBI:

O futebol, nos seus primórdios, era um esporte de elite, em terras brasileiras. O Bangu, no Rio de Janeiro, e, principalmente, o Corinthians, em São Paulo, foram pioneiros em levar o povo a participar da festa da bola.

Clube mais importante da cidade do Rio de Janeiro nas primeiras décadas do séc. XX, o tricolor Fluminense também era o clube mais representativo da aristocracia carioca. É por isso que o jogador Carlos Alberto, contratado pelo Fluminense, em 1914, procurou esconder a sua morenice (mulato que era) passando pó-de-arroz sobre a pele. Mas não adiantou. Logo na estréia, contra o América-RJ, aconteceu o inevitável: o pó-de-arroz começou a escorrer, misturado ao suor, e a torcida adversária não perdoou, começando a gritar: “pó-de-arroz, pó-de-arroz…”

Em pouco tempo, a torcida do Fluminense incorporou a gozação e adotou o pó-de-arroz como símbolo do clube (fenômeno que se repetiria, depois, com vários clubes: Flamengo/urubu, Vasco/bacalhau, Corinthians/maloqueiro, Palmeiras/porco, etc). E os tricolores passaram, até, a levar pó-de-arroz, talco e similares para os estádios, para saudar o seu time.

*

O futebol, na década de 1920, se consolidou como o principal esporte, na cidade de São Paulo (graças, em grande parte, à ascensão do Corinthians , o primeiro clube popular a participar do então elitista campeonato paulista). Três clubes se firmaram como as grandes forças, formando o “Trio de Ferro”: o Corinthians, o clube do povo (ou da “gentinha”, da “arraia-miúda”); O Palestra Itália, clube dos italianos (ou “carcamanos”) e o Paulistano, clube da aristocracia (ou dos “almofadinhas” e “janotas”).

Com o advento do profissionalismo, o Paulistano, partidário dos “ideais do amadorismo”, abandonou o campeonato paulista. Órfãos de uma agremiação, atletas e seguidores do Paulistano fundaram o precursor do atual São Paulo FC: o clube que ficou conhecido como “São Paulo da Floresta” (nada a ver com a fauna própria desse tipo de habitat; o Floresta se deve ao nome do campo onde o clube costumava mandar os seus jogos, e à necessidade de diferenciá-lo do São Paulo atual).

Apesar de sempre ter aspirado ser o representante da elite paulista, como “continuador” do Paulistano (clube que existe até hoje, e vai muito bem, obrigado), nem sempre o São Paulo conseguiu manter a pose. Sem contar a falência que decretou o fim do “São Paulo da Floresta”, o próprio São Paulo passou por dificuldades, a ponto de ter “passado o pires” para os torcedores dos rivais Corinthians e Palestra, no jogo que ficou conhecido como “O Jogo da Barrica”. Mas, mesmo na sarjeta, o São Paulo nunca perdeu a soberba, e, com o apoio de membros mais poderosos (ou do poder), conseguiu entrar no lugar que era do Paulistano no “Trio de Ferro”, principalmente com as conquistas obtidas nos anos 40.

*

Se o Corinthians, e sua torcida, chamavam a atenção, na década de 10, por serem intrusos em um meio futebolístico claramente elitizado, na década de 50 a situação havia mudado, e muito. O futebol era o esporte das massas, provocando o advento de estádios enormes (como o Pacaembu, em 1940) ou gigantescos (como o Maracanã, em 1950).

Mas “ser da elite” ainda era muito valorizado. Nos anos 40, o Fluminense adotou o “Cartola” (um refinado sujeito de fraque e cartola) como o seu mascote. Em terras paulistas, era o São Paulo que levantava a bandeira do “clube da elite”. O fato de serem tricolores reforçava a identidade entre as duas equipes. No Rio, como em São Paulo, os “riquinhos” eram, pejorativamente, identificados a mimados e fresquinhos.

Mas os sãopaulinos não levavam muito em conta essas brincadeiras. Tentavam manter-se, olimpicamente, à parte (ou acima) de coisas reles como a ancestral rivalidade entre “maloqueiros e carcamanos” (Corinthians e Palmeiras). Seus sonhos de grandeza se concretizaram com a nebulosa construção do Morumbi, aquele que já foi chamado de “maior estádio particular do mundo”.

*

Para reforçar a sua aura de “clube de elite”, o “pó-de-arroz” São Paulo adotou o próprio. Ou seja, a sua torcida passou a levar quilos de talco aos jogos no Morumbi, formando nuvens brancas para saudar a entrada do seu time em campo – espetáculo marcante, nos anos 70.

Anos 70 marcados, também, pelo sucesso do “Show de Rádio” da Jovem Pan, programa humorístico apresentado logo após o término das transmissões esportivas, que possuía uma audiência esmagadora. Os personagens principais interpretados pela equipe do genial Estevam B. Sangirardi eram o corinthiano Joca (crioulo, favelado e macumbeiro), Noninha, do Palmeiras (representando a colônia italiana) e o Didu Morumbi (o aristocrático e afetado torcedor do São Paulo). O Didu reforçou o estereótipo do torcedor do São Paulo, afrescalhado e deslumbrado com as supostas manifestações de distinção do seu time, em relação aos rivais.

Curiosamente, quem representava o Didu era o próprio Sangirardi que, apesar de sãopaulino, de fresco não tinha nada. O que denota a tranqüilidade com que a torcida do São Paulo lidava com esses estereótipos.

*

DE ALMOFADINHA A PÓ-DE-ARROZ, DE PÓ-DE-ARROZ A BAMBI (PASSANDO POR JANOTA, CUEQUINHA DE VELUDO, MIMADINHOS, FRESQUINHOS, ETC).

Nos tempos atuais, os valores e a cultura da elite não são tão valorizados como já foram. São estigmatizados, até. A cultura popular (ou popularesca) assumiu a frente do palco. Filhas de oligarcas baianos (brancas) capitaneiam bandas de axé, e cantam “Sou negrão”. A juventude das classes média e alta, pelo Brasil afora, adotaram o “é nóis” e o rap paulistas, e o funk carioca.

Ser “pó-de-arroz” deixou de ser motivo de orgulho. O legal, agora, é ser “maloquero”. Se o Palmeiras enfrentou uma crise existencial (ainda não inteiramente resolvida) para deixar de ser o clube dos italianos e descendentes, o São Paulo enfrenta uma ainda maior, nessa transmutação de clube da elite para clube popular.

Porque clube de torcida grande é uma coisa, e clube popular é outra – mais profunda, ligada à essência, às raízes e à história. Um clube elitista pode se tornar um clube de grande torcida. Mas não pode se tornar popular – a não ser que renegue a sua história, que jogue fora o seu álbum de fotografias, que cale os seus antigos remanescentes.

*

Quando Vampeta se referiu, em 2002, aos rivais e fregueses sãopaulinos como “bambis”, ele não estava criando uma denominação nova. A novidade estava em um jogador utilizar uma denominação dos botecos. Que soou particularmente ofensiva pelo momento que o São Paulo vivia: uma seqüência de anos marcados por fracassos retumbantes – muitas vezes, para o arqui-rival Corinthians.

O “bambi” incomodou tanto porque, além da evidente conotação pederasta, servia para definir, também, um time sem fibra, que amarelava, que tremia, que pipocava, enfim, nas decisões. No auge de sua vergonha, a torcida do São Paulo invadiu o CT e jogou pipoca nos seus jogadores. Apoiou, também, a saída do “fresquinho” Kaká do clube.

Essa fase passou. O São Paulo é, no momento atual, a principal equipe do futebol brasileiro. Ninguém mais chama os seus jogadores de “pipoqueiros”. O clube adotou o amarelo como cor predominante nos uniformes de treinos. Daí a assumir o bambi como mascote vai uma distância (apesar do termo “bambiada” utilizado pelo ídolo Rogério Ceni). Existe resistência e preconceito (como ficou claro nos recentes episódios vividos pelo jogador sãopaulino Richarlyson).

Mas… quem sabe? O bambi sempre foi um sucesso entre as crianças. Será que os sempre elogiados marqueteiros sãopaulinos não conseguiriam, a partir daí, encontrar uma solução para a crise existencial vivida pelo São Paulo – um clube que sempre se gabou de ser diferenciado e de elite, e que, no presente, se depara com uma torcida engrandecida e com essa questão de praticar ou sofrer preconceito?”

(J. Carlos)

Comentário por Fábio

O livro “Coração Corinthiano”, do saudoso Lourenço Diaféria, é a obra que mais profundamente trata dessa relação do Corinthians com a mistura dos povos. Ali está nossa essência e dá para entender, inclusive, o anticorinthianismo que assola principalmente a mídia esportiva. Pena que o livro teve distribuição restrita e hoje em dia é raridade…

No mais, a Fiel, de fato, precisa ter os olhos abertos, principalmente com pseudojornalistas que se dizem corinthianos e sua rede laranjas.

Comentário por Claudio

Larissa, parabéns pelo texto. Sempre é bom aprender um pouco mais da história do Timão. Conheci hj seu blog e vou visitá-lo sempre.

Comentário por Marcelo Ribeiro

Olá Larissa:
É minha primeira vez aqui no Blog e já me surpreendi com esse ótimo texto, mas não com o conteúdo. Isso está na cara de quem quiser ver;é uma coisa que é tão obvia mas que todos acham normal, por já estarmos acostumados.É por isso que nós somos tão diferentes e, me desculpe a modéstia, melhores que os outros. Dos outros times você só ouve falar do futebol; do nosso todo poderoso ouvimos falar de tudo: futebol, política,economia, religião, etc. Somos assim mesmo: maiores… somos razão de noites mal dormidas dos “contras”; Quem fez algo parecido com a nossa “Democracia Corintiana”, “Invasão de 1976”? Ninguém!! Por isso que somos o que somos: Uma Nação…uma Religião..somos simplesmente “CORINTHIANS”

Comentário por Márcio Pereira

Larissa, uma coisa sempre me chamou a atenção nas pessoas, o valor que dão a coisas pequenas, as mentiras que as pessoas contam e nas quais acreditam para justificar o injustificável.

Eu sou Corinthiano. Desde sempre, desde antes de saber o que era futebol, estádio, arquibancada, bola, esporte, jogo ou disputa.

Antes de saber o que era vitória ou derrota, tristeza ou alegria, pai ou mãe, preto ou branco.

Segundo minha mãe, a primeira palavra que eu disse foi “Cotita”, isso quando apareciam na TV as primeiras imagens de um vídeo-tape de melhores momentos de um jogo do Timão.

Aprendí com meu pai a ser Corinthiano, mas imagino , que seu ele não fosse Corinthiano, eu poderia até começar torcendo pelo time dele, mas acabaria virando casaca. O Corinthians me traz identificação. Não sou soberbo, não sou elitista, não sou metido, arrogante ou prepotente.

Sou simples, humilde, sou do povo. Não acho que ser do povo seja ruim, seja pequeno, ser do povo é gostar de andar na rua, de tomar chuva, de ir a pé a alguns lugares, de ver o jogo da arquibancada, e ir embora de metrô ou ônibus, mesmo tendo um bom carro na garagem e dinheiro para o táxi.

Mas, desculpe-me, não estou aquí para falar de mim, estou aquí para falar do Corinthians.

O Corinthians está acima dessas coisas, é popular sem ser barato, é maloqueiro sem ser favelado, é sofredor sem ser infeliz, o Corinthians é gigante sem ser do poder, é Campeão com pernas de pau, é o Maior sem ser o mais rico.

Esse é o Corinthians, que não se envergonha nas derrotas, não se acovarda nas dificuldades, e não se desvaloriza quando cai.

O Corinthians é o time daqueles que quando marcam gol correm para seu povo, que quando ganham molham os olhos e que quando perdem ficam tristes de verdade.

O Corinthians é assim, porque sua história se confunde com a história de sua gente, com a vida de cada um deles, com suas tristezas, alegrias, e suas trajetórias.

Já tive momentos muito difíceis na vida, mas já suportei muitas coisas, abrindo meu guarda roupa, olhando para meus mantos sagrados, e me lembrando, que eu não posso desistir nunca, não posso parar de correr, nem de marcar, e nem deixar de acreditar, porque como o Corinthians, eu posso ser derrotado, mas nunca serei vencido, e ninguém mais além de mim e de meus irmãos alvinegros é assim.

Aos outros , que reste o gostar de futebol, o querer vencer e comemorar, porque além disso não podem ir, porque o que sabemos não podem entender, e o que temos, não podem roubar.

Deixem eles pra lá, e nós que vivamos nosso amor, que cobremos e exijamos sempre o melhor das diretorias , e que façamos nossas parte, como sempre soubemos fazer.

Abraços,

Zé Favela (Freeman).

Comentário por José Freeman Junior

Estou estarrecido com o comentario do Jeff pela forma que deprecia todo o povo de Sao Paulo.
Acho que o nosso povo nao elegeria talvez o idolo dele, o Gabeira, intelectual, porem de qualidades administrativas como executivo bem duvidosas.
Mas se esquece que elegemos, uma mulher, nordestina. E Sao Paulo, nao eh conduzido como gado, elege, e se nao gosta troca, vota em negro, e troca.
A preferencia, por intelectuais, ou que fumem maconha, ou que usem terno e gravata, e pareçam honestos, vai de encontro ao que postou o primeiro leitor Gabriel Paulino: “É mais divertido… É mais cult como alguns dizem”
De fato, poderiamos eleger o Gabeira Presidente do Corinthians, para satisfação geral da naçao intelectual. So pra experimentar.

Comentário por Thiago Ferreira

Postagem excelente, comentários ótimos (com exceção do Jeff, que tem uma visão limitada e equivocada, a meu ver); o do Zé Favela (Freeman) é emocionante.
Muito bom.
Vai, Corinthians!

Comentário por Celso

Ótimo texto Larissa!
Parabéns, e ainda reforço o pensamento do David Emmanuel, que falou da ligação SPFC-FPF-CBF.
Hoje, eles são reféns da CBF e Ricardo Teixeira, beijam a mão e ficam de 4 pro Ricardo Teixeira por causa da Copa 2014 e engraçado que não vejo Juca Kfouri ou Paulinho criticando-os!
O São Paulo se faz de vitima da FPF, mas se esqueceu dos amortecedores do morumbi!

Mais uma vez belíssima Larissa, parabéns, espero que esse texto vaze legal em outros blogs!

Comentário por Fábio Queiroz

Adoro esse blog !!!!!

Comentário por Toel

Olá Larissa, bom dia.
Li esse post no blog do Citadini e gostei muito. Sugeri lá e vou sugerir aqui também: Que tal você trazer textos biográficos de nossos fundadores e benfeitores ? Nossa história é linda e inigualável. O Corinthians é fruto de um sonho de 4 operários persistentes e sua grandeza aconteceu graças a inúmeros abnegados benfeitores que devem ser reverenciados.
Abraços.
A propósito: Você é linda.

Comentário por Luiz Antonio Amaro da Silva

Não depreciei o povo de SP, Thiago. E muito menos faço elogios ao Gabeira. Apenas apontei o que é fato: certos perfis de políticos não casam com o perfil de SP. Não estou discutindo a QUALIDADE dos políticos, mas, antes, a FORMA como eles se comunicam com o eleitorado. Não conheço o Gabeira suficientemente para saber se é bom político ou não, sei apenas que você, um paulistano, apontou reto como flecha o “principal dado” biográfico de Gabeira: o fato de ter fumado maconha. Isso é um indício de comportamento, ou não?
E, para concluir: a nordestina ganhou depois de o candidato opositor praticamente ter apoiado o estupro, e o negro era apoiado pelo candidato do estupro, que o eleitorado “esquecido” de SP, no fundo, odeia adorar/adora odiar.

PS: não quero um intelectual na presidência do Corinthians, quero um cara honesto e trabalhador, organizado e competente.

Comentário por jeff

Excelente texto!!! Parabéns mesmo!!

Comentário por Mauricio

Voce é uma brincalhona!!!!
Disse que não tinha tempo e que não faria um texto da história completa, tudo bem….mas caprichou tanto no post que ficou muito bom!!!
gostei mesmo, realmente a coisa é mais grave do que parece,somos sempre marginalizados, mesmo quando ganhamos, já notou???Sempre querem arrumar algum detalhe, alguma duvida, impedimento…enfim…
ah…se puder me adc no orkut agradeço, voce adc meu amigo brother Ricardo Inocencio, gente boa…e para comprovar a tese que o TIMÃO derruba barreiras, sou aquele negão abraçado com a loirinha gata….VAI CORINTHIANS!!!!
ABRAÇO….

Comentário por Josue de Santa Barbara Filho

Jeff. E qual seria o dado biografico que midia destacaria em qualquer Presidente que o Corinthians tivesse? Se fosse a Madre Thereza de Calcuta, destacariam sua condiçao de solteira, e sugerindo ate uma possivel sapatao.
A unica coisa que concordo com voce, eh que o Milton Neves, e o Flavio Prado, para mim viraram cafe com leite, perto dos Paulinhos, e Kfouris da vida.
Resumindo, todo mundo tem defeitos e qualidades, no entanto nao se olham para as qualidades.
As pessoas apontam rapido como flecha, o principal dado bibliografico de quem que seja esteja no comando do Corinthians.
O que vale para mim, vale para tu.

Comentário por Thiago Ferreira

Larissa,
Acompanho a história de nosso time desde que nasci. Aos 3 anos de idade estava na final do Paulista de 77 com minha família e não me importo com a proteção ao SPFC.
Tudo o que o texto fala é verdade, mas tenho uma opinião diferente qto a dar tamanha importância aos privilégios que o SPFC recebe da imprensa desde de sempre.
Nunca precisamos do apoio da imprensa e continuamos não precisando. O Corinthians, há tempos mantém a liderança em exposição em todos os meios e mesmo na série B foi um fenômeno de mídia.
Esqueçamos do SPFC e continuemos trabalhando e apoiando nosso Corinthians, é só disso que precisamos.
Pelo menos é o que me basta: o meu Grande Corinthians!

Comentário por André Nogueira

Olá Larissa!

Parabéns pelo texto, simplesmente fantástico!!!

Comentário por DAVID VICO

NÓS SOMOS DIFERENTES…
NÓS SOMOS UNICOS…….
NÓS SOMOS O…………
“SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA”
PRONTO! ACABOU!!!

SDS. LARA!!!

Comentário por Eduardo-Itajai

PARABÉNS, e OBRIGADO pelo texto, Lara.
Tomo a liberdade de linkar no meu blogue.

E viva a Calabria AnarCorinthiana!!!

Beijo.

Larissa: Fique à vontade, Filipe… Adoro o teu blog! Abraços alvinegros.

Comentário por Filipe

Oi Larissa! Este grante texto é meu primeiro comentário. Você tem um bom texto, é articulada, é corinthiana, mas o link de blogs tem muita gente que a mim cheira-me muito mal: um motoboy que nunca foi pra arquibancada, um poliana backeado, um caga-regra e o cardinelato da SPORRATV e ESFDPN, tudo jornalista psicótico da mesma confraria do Tegretol. Mas eu prefiro o corinthianismo seu porque sei que é de fé.
O Coringão é assim mesmo: tão antropofágico e avassalador quanto Alcântara, Del Picchia e sua turma. E já na época do Primeiro Tri, o Paulistano TataraBambi já era um saco de porradas do Coringão em mata-matas: 2×0 em 1922 (com um dos primeiros espetáculos da Fiel registrados nas arquibancadas) e 1×0 em 1924 (em pleno TataraPrivadão, que era o campo do Jardim América). E os dois foram a ‘negra’ do campeonato! Os Tatarabambis faliram em 29, mas está redivivo nas travexxxas do Jardim Le-a-dor.
Parabéns e beijos pra ti! E vamo que vamo que domingo o bagulho vai estar loko!

Comentário por Daniel Damasio

Oi, Larissa! Esse ótimo texto tem o meu primeiro comentário no blog. Você tem um bom texto, é articulada, é corinthiana, mas o link de blogs tem muita gente que a mim cheira-me muito mal: um motoboy que nunca foi pra arquibancada, um poliana backeado, um caga-regra e o cardinelato da SPORRATV e ESFDPN, tudo jornalista da mesma confraria do Tegretol. Mas eu prefiro o seu corinthianismo porque sei que é de fé.
O Coringão é assim mesmo: tão antropofágico, brasileiro e avassalador quanto a turma de Alcântara Machado e Menotti del Picha, o que chamou o Corinthians de “fenômeno sociológico”. Deve ser porque em 2 títulos do Primeiro Tri (1922/23/24), os TataraBambis do Jardim América foram pro saco no jogo do título: 2×0 em 22 e 1×0 (fora do PSJ) em 24. Logo, na época desses dois caras aí.
Parabéns, beijos pra ti e vamo que vamo que domingo o bagulho vai ser loko!

Comentário por Daniel Damasio

Ah, eu também tô com meu blog ‘de louco’! Dá um pulo que tá bem legal!

Comentário por Daniel Damasio

Simplesmente perfeito.

Comentário por Ricardo

Eu gostaria que a autora do blog respondesse duas questões, já que é o Corinthians sempre foi o time do povo, democrático.

1- Porque o Corinthians, a partir da sua fundação, ficou tantos anos sem contar com jogadores negros? Racismo né

2- Porque o Corinthians ficou tanto tempo sem usar jogadores estrangeiros? Xenofobia né

Comentário por Renato Perdigueiro

Larissa, foi a primeira vez q li seus comentários.
Devo dizer q são extremamente bem escritos, com idéias muito bem desenvolvidas e extremamente carregadas de amor.
Contudo quero ressaltar q devemos ter cautela ao nos referirmos a uma divisão de classes no Brasil, isso pode soar calunioso. Eu por exemplo, sou torcedor do tricolor, negro e cresci em uma favela. Nunca me senti discriminado em instância alguma.
Por outro lado se temos de falar em protecionismo, não podemos esquecer a CPI q seria instaurada para investigar o envolvimento do SCCP com mafiosos q foi prontamente evitada pela própria CBF. Veja q se formos falar de todas as instituições brasileiras, de certo encontraremos muitos esqueletos no armário. Esse último, ainda está muito fresco.

Comentário por MIRANDA




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