Corinthians: Preto no Branco


O inferno virou paraíso
julho 3, 2009, 7:53 am
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1° de julho de 2009… Há tempos um dia não demorava tanto a passar.

Na cidade de São Paulo, a ansiedade se misturava ao ar, como é de se imaginar que tenha sido em todo o Brasil, pois quando ele joga até os dias mudam de cor e se tornam, como num filme antigo, preto e brancos.   

Quando enfim o relógio marcou 21h45, uma nação aguardava convicta e atenta o momento de um gigante adentrar o campo para sacramentar a sua volta, honrar a sua história e dar um basta nas injúrias e calúnias que atentaram contra as suas cores. 

Logo que apontou no Beira-Rio (de lágrimas), o gigante tratou de confirmar quem era e ainda é o verdadeiro campeão de fato, direito e moral, por isso, conhecido como o campeão dos campeões.

Não tardou mais do que vinte minutos para Jorge Henrique, de cabeça, marcar o primeiro gol do Timão e desestabilizar o já exânime Internacional, que ainda tentava hostilizar o alvinegro, fosse na catimba de alguns atletas, fosse na pressão sobre o árbitro, de alguma forma pretendiam conquistar uma vantagem que diminuísse a disparidade técnica entre ambos. 

Os colorados queriam cumprir a promessa de tornar o Beira-Rio um inferno para o Corinthians, mas, fria como o clima de Porto Alegre, a equipe alvinegra não se intimidou, tratou logo de fazer o segundo, um golaço de André Santos, que foi a derradeira pá de cal não só no adversário, mas também em todas as mentiras anteriormente proferidas.

Ronaldo teria feito o terceiro, mas, como não era necessário, desperdiçou a chance de ampliar, aos trinta minutos de “pelada”, por tentar enfeitar e passar a bola entre as pernas do goleiro Lauro, que caiu bem para defender. 

Na segunda etapa, o Corinthians só administrou o resultado até que André Santos, o melhor em campo no primeiro tempo, teve o azar de cortar uma bola que foi parar no meio da área e deu condições para o adversário marcar e, com esperança de cair de pé, empatar logo em seguida. Problema nenhum, era preciso muito mais para superar o Timão e D’Alessandro sabia disso, então, na ausência de futebol resolveu mudar de esporte, agora era boxe ali. Nada adiantou, aliás, só piorou, pois o capitão William, ao ignora-lo, acabou por devolver o bobo portenho ao seu devido lugar: fora de cena. O mesmo fez o Corinthians com aquele que, apesar de não ter porte, um dia tentou ser seu rival.

No final das contas, parece mesmo que a bola pune e o Brasileiro de 1976 foi cobrado com juros e correção monetária. Quem sabe agora, após o choque de realidade, o Internacional esteja ciente de suas fronteiras e com a mente voltada ao Grêmio, que é o seu único rival, por uma questão de localidade.

Quanto ao gigante, metade da nação já sabia, a outra, anti-corinthiana, se fechava os olhos foi obrigada a abri-los no dia 1° de julho deste 2009, pois o Coringão, definitivamente, voltou!

Parabéns pelo Tri, Sport Club Corinthians Paulista!

A Libertadores nos espera no ano do centenário…

inferno

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12 Comentários so far
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Se eu tivesse que escolher palavras para definir como foi o nosso passeio ao sul , não teria escolhidas melhores se copiasse todo o seu blog , que lindo, como é bom ver e ler quando verdadeiros corinthianos escrevem sobre o TODO PODEROSO TIMÃO.
Aliás deixo aqui um tema pra vc , vc realmente acredita que o Sócrates algum dia foi corinthiano?

Comentário por Luis Albano

Luis, obrigada, de coração, pela gentileza. Nunca foi tão difícil escrever sobre um jogo, mas ocorre que não tenho palavras que consigam expressar tudo o que este Tri significa e é. Geralmente levo 30 minutos para escrever um pós-jogo, mas desta vez passei duas horas pensando no que dizer e não consegui dizer metade, mas enfim, creio que todos entendam que certas coisas só se sente, não se explica. Qualquer texto seria pouco, qualquer imagem idem, mesmo assim, conforme prometido, eu tentei. Acho que está valendo!

Quanto a sua pergunta, foi bastante emblemático este tema surgir agora. Ontem mesmo eu assistia o Cartão Verde, na Cultura, programa esportivo do qual o Dr. participa e fiquei um bom tempo a refletir sobre isso.

Sabe que cresci tendo o Sócrates como grande ídolo, a Democracia Corinthiana como exemplo, e acho que por tudo isso é difícil, pra mim, realizar uma análise imparcial. Também não sei até onde vai o corinthianismo de cada um, o meu eu sei que não diria/faria certas coisas, mas parece que o do pessoal da mídia é um pouco diferente. Ou talvez certas coisas sejam ditas por conta de sérias divergências políticas que acabam misturando o Corinthians, enquanto amada e sagrada instituição, com a adm. corinthiana. Os atuais discursos de Juca Kfouri, Sócrates e algum outro, me parecem ser fruto dessa mistura, mas ainda não consegui chegar a uma conclusão sobre isto. Preciso de uma reflexão profunda, preciso discutir isso com outros corinthianos, enfim… Vou começar com você, por que a sugestão? 🙂

Abraços alvinegros.

Comentário por Larissa Beppler

Ninguém lembrou um fato que apequena ainda mais o Entregacional: por superstição, os jogadores entraram com seu segundo uniforme. Um time tão estruturado – como a mídia apregoa – se prende a superstições desse tipo? Que coisa!

Comentário por David

Lembrar, eu lembrei David, mas preferi ignorar mesmo. Esse time provinciano já ganhou audiência demais às custas do Timão. Agora, sobre este fato, o pior não é isso. O pior é que fizeram isso sem avisar, para o Corinthians ter de trocar de uniforme minutos antes da partida, o intuito era tirar o foco, desconcentrar o time. Lembra que eles estavam em campo e o Timão demorou a subir? Pois é. Olha que pequeno!

Abraços alvinegros.

Comentário por Larissa Beppler

Pois é, mas a camisa preta é muito mais bonita.

Comentário por Gabriel Paulino da Silva

Sem duvida foi esse o motivo. Esse eh o carater daqueles que se acham “espertos”.
Como nao poderiam por inseticida no vestiario como em 76, precisavam criar algo novo. Cretinos.

Comentário por Thiago Ferreira

Que texto magnifico!

Você tirou as palavras da minha boca. Alias, o meu primeiro comentario pós-jogo vai muito nessa linha. Mas eu nunca conseguiria terminar um texto assim. Parabens!

Obs.: D’alessandro foi o cara mais patetico dos ultimos tempos. E o Willian correu de frente para ele, dando risadas do tampa-de-biga. Essa imagem foi simbolica dos dois times. Um pequeno e patetico, o outro Grande e Sabio!

Comentário por Gabriel Paulino da Silva

Muito obrigada, Gabriel. Gentileza sua! 🙂 E bela observação. Abraços alvinegros.

Comentário por Larissa Beppler

GOSTARIA DE APRESENTAR MEU IRMÃO MAIS NOVO ==ALITAMBÉMQUEM MANDA ÉNOIS==

Comentário por AKIKEM MANDA ÉNOIS

Hahahaahahahaha… Só você! Abraços alvinegros.

Comentário por Larissa Beppler

Qualquer ser minimamente inteligente sabe que, no futebol os resultados nao sao previsiveis.Tudo eh possivel de acontecer, ate o Timao perder de 2×0 nessa final.
Alem da tecnica, da tatica, existe o fator emocional que pesa, e muito.
Entao, a gente precisa aprender a ser um pouco mais tolerante com aquilo que eh nosso.
Desculpe Larissa, eu li neste seu blog, alguns comentaristas, que defenderam Finazzi, Acosta, e chutaram ate o Elias. Elevaram o Saci a titular.
Se fossemos ouvir esses caras, apenas por algum jogo em que fomos mal, estariamos no maior buraco da paroquia.
Nao sabem separar como vc. disse em um comentario sobre o Socrates, a politica do time de futebol.
A pergunta que cabe a esses: O que diriam se agora fossem buscar de novo Acosta e Finazzi como reforços para 2010? As criticas muitas, mas muitas vezes, nao tem absolutamente nenhum sentido tecnico, ou leva em consideraçao fase de jogador, nao adaptaçao, etc. Tem jogador que eh um monstro em outras equipes, e no Timao nao vai.
O contrario eh verdadeiro, veja o Alessandro.
Infelizmente, na minha opiniao, os que opinam sobre jogadores, ou sobre o time, levando em consideraçao o aspecto politico tipo “se nos gostamos do Acosta eles nao gostam, se nos nao gostamos do Souza eles gostam”, se assemelham mais a urubus do que torcedores.
Da para a gente pensar que estao torcendo para que o Souza, que ja esta pra la de Bagda, ficar pior ainda (se eh possivel) so para dizerem: Eu nao falei?
P. quando o Souza joga, o que eu torço para ele desencantar e jogar bem, eh uma grandeza, e na minha cabeça nao cabe esse tipo de gente.
O timaço de 2005, na Libertadores com Carlitos e Nilmar, na derrota para o River, so faltaram matar os jogadores, e nem se deram conta que o time simplesmente nao tinha treinador.
Mas, de qualquer forma, esse titulo em cima do Inter, foi realmente uma lavada de alma, em todos os sentidos, assim como foram as vitorias sobre os Bambis.
Estou profundamente feliz, com o erro dos profetas do apocalipse, em todas as suas previsoes, tipo: “Esse time de segunda, se estivesse na serie A, seria rebaixado”, ou “esse time nao ganha classico”.
Ver os jogadores se abraçando, e o treinador, roupeiro, apos o apito final, nao tem preço.
Titulos, exigem, qualidade, esforço, sorte, e respeito mutuo. Isso o Timao teve, e precisa continuar a ter, mesmo porque, agora entraremos em nova fase de reconstruçao do time.
Que lavada de alma, e tudo isso, em apenas 7 meses. Obrigado, obrigado, a todos aqueles que me proporcionaram essa alegria espetacular.

Comentário por Thiago Ferreira

Impossivel nao se emocionar:
http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1072633-7824-ASSISTA+A+TODAS+AS+REACOES+DE+MANO+MENEZES+DURANTE+A+FINAL,00.html

Comentário por Thiago Ferreira




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