Corinthians: Preto no Branco


O clássico dos clássicos
maio 3, 2011, 4:10 am
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O Derby, no domingo, pela semifinal do Campeonato Paulista, teve todos os ingredientes de uma rivalidade histórica: provocações pré-confronto, jogo truncado, lances violentos, expulsão, críticas à arbitragem e bate-bocas. Não fosse a ausência total de futebol, teria sido uma partida digna do maior clássico brasileiro. O resultado final, 1 (5) x 1 (6) nos pênaltis e com sofrimento, deixou o Corinthians a uma final de seu  27º título paulista.

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No início da primeira etapa, o Corinthians fazia uma partida razoável, embora as melhores chances fossem do rival. Júlio César, no entanto, parava o ataque palmeirense. Com a expulsão de Danilo, por entrada desleal em Liedson, e a contusão bizarra que tirou Valdívia do jogo, parecia que as coisas ficariam mais fáceis para o Timão. Ledo engano. O Corinthians mantinha maior posse de bola, mas, sem inspiração ofensiva e perdido em campo, era ineficiente. Nem de longe lembrava um time em vantagem numérica.

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Por abusar das reclamações, Felipão também foi expulso. O jogo, de ânimos exaltados, foi paralisado, pois o comandante alviverde se recusava a deixar o gramado. Só saiu, minutos depois, escoltado por policiais. Enquanto isso, o mal treinado time de Tite era incapaz de se aproveitar do descontrole emocional que acometia o adversário.  Penetrar nas linhas de quatro que fechavam o Palmeiras parecia missão impossível. Fábio Santos não só levava um baile, como errava todo santo passe, Jorge Henrique e Bruno César não conseguiam avançar, mesmo o seguro Ralf fazia uma partida abaixo da crítica. Liedson até agora não viu a cor da bola do clássico. A verdade é que o Corinthians parecia um time recém-formado, daqueles que nunca jogaram juntos, de algum esporte que não o futebol. Créditos ao técnico Tite. A primeira etapa teve fim e nenhum gol.

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O segundo tempo foi de sufoco e sofrimento absoluto. O Palmeiras, desde os primeiros minutos, assustava nas bolas paradas, mas Júlio César, a trave e, se duvidar, até a ponta da lança de São Jorge impediam o gol do arquirrival. Sem juízo, o Corinthians insistia em deixar o adversário atacar, e cobrar faltas, e bater escanteios. E foi num desses, cobrado por Marcos Assunção, que Leandro Amaro subiu mais que a defesa corinthiana para deixar o Palmeiras, apesar da desvantagem numérica, em vantagem no placar.

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O técnico Tite, então, resolveu mudar: Alessandro por Ramirez e o fantasma de Dentinho por Willian, que, minutos depois, empatou o jogo para o Timão. O gol alvinegro também saiu de um escanteio e gerou polêmica, pois o palmeirense Leandro Amaro tentou, inutilmente, afastar a bola que já havia cruzado a linha. O 1 x 1 levou a partida, já sofrida, para o calvário dos pênaltis.

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O Corinthians, dos batedores Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castan, Morais e Ramirez, foi cirúrgico nas cobranças. Já o Palmeiras, de Kleber, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan, Thiago Heleno e João Vitor, que esbarrou na defesa do inspirado Júlio César, nem tanto.

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Impecável nos pênaltis, o Timão assegurou uma vaga na final do Paulistão, mas agora precisa vencer o Santos de Ganso, Elano e Neymar. E é muita utopia pensar que, numa final em 2 jogos, o combinado do Tite irá se ajeitar e virar time. Tudo bem, que seja, pois vitórias como essa, que justificam tudo e nos fazem amar a vida através do futebol, são provas irrefutáveis de que não existe lógica no esporte bretão. Eis a derradeira esperança.

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Créditos: NikeFutebol


6 Comentários so far
Deixe um comentário

É, treinando penaltis desde Março, já na espectativa por empates (plano do Tite frustrado pelo Willian nas quartas, mas salvo pelo mesmo nas semi), não tinha como não ir bem.

Mas é incrível como, com um jogador a mais quase que o tempo todo, não conseguíamos trocar 3 passes!

Enfim, esse derby serviu para aqueles que ainda questionavam que é esse o nosso maior rival.

Comentário por Ândi

Ah, sim, não resta dúvida quanto a isso. Abraços alvinegros.

Comentário por Larissa Beppler

Não sou dos maiores fãs do Tite, mas ele disse uma verdade. No jogo contra os bambis, estavamos com dois jogadores expulsos, e demos um sufoco nelas.

Isso realmente aconteceu, e acontece com frequencia.

Comentário por Thiago Ferreira

A melhor explicação para o jogo foi dada pelo técnico, que disse “para ti, para tu e também para o tatu” que o que atrapalhou o Timão foi o fato de estar com um jogador a mais… :-O!

Comentário por Heloisa

E ele deve ter achado isso mesmo. Abraços alvinegros.

Comentário por Larissa Beppler

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Comentário por bxbbxkispk




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