Corinthians: Preto no Branco


Imitando o porco
Novembro 19, 2009, 3:41 am
Arquivado em: Uncategorized

.

Nesta quarta-feira, após a briga entre os companheiros de clube Mauricio e o eterno flamenguista Obina, no jogo Grêmio 2 x 0 Palmeiras, a diretoria do nosso arquirrival anunciou que “os dois jogadores não vestem mais a camisa do Palmeiras“. Inspirador…

 

No primeiro jogo da final do Parmalatão 93, Viola marcou o gol da vitória corinthiana e comemorou imitando o porco. Está em tempo de imita-lo novamente e, desde já, haverá torcida por um desentendimento à la Mauricio-Obina entre Bill e Souza no próximo sábado, quando o Timão enfrentará o Náutico, às 19h30, no Pacaembu.

 

Quanto ao rival, diria Gonçalves Dias, minha terra tem Palmeiras, mas ele não sabe jogar; liderou o campeonato inteiro e deixou o título escapar…

 

Bem feito!

.

Popcornmeiras



Avaí 3 x 1 Corinthians
Novembro 17, 2009, 3:59 am
Arquivado em: Uncategorized

.

Domingo, na Ressacada, aconteceu o tradicional baile do (H)Avaí. Nada de muito surpreendente ou diferente do já visto neste segundo semestre de 2009. Para o Corinthians, mais uma partida beneficente de final de ano, com direito a cobrança de escanteio de Ronaldo com a perna esquerda. E o Fenômeno fora da área define bem o grau de preocupação do time em buscar a vitória. A propósito, o que seria o gol de honra do Timão, na realidade, foi um gol contra do meio-campista Marquinhos, do Avaí.

 

O Corinthians não quer mais jogar bola, está de férias, o que me leva a refletir sobre a relevância de estar aqui sugerindo um debate sobre esses pseudo-jogos do alvinegro, afinal, não faz muito sentido. Contudo, para não desperdiçar o post, vale ressaltar a pífia apresentação de Elias na Ressacada. O camisa 7 é o perfeito retrato da equipe corinthiana neste final de temporada: um descaso só.

 

Já que não dá para encerrar o post com o “vai Corinthians” de sempre, então, que vá o Flamengo, exceto no dia 29, pois torcer contra o próprio time ainda é coisa de colorado sem moral. E, cá entre nós, com esse futebolzinho que o Timão tem apresentado a Fiel não precisa nem se preocupar com essa história de anti-futebol, que só mesmo os pontos corridos poderiam propiciar.

.



O Corinthians e seus Fiéis Torcedores
Novembro 9, 2009, 9:25 pm
Arquivado em: Uncategorized

No domingo a Fiel comemorou a vitória do Timão sobre o capenga Santo André, por 2 a 0, com direito a um golaço de Ronaldo, que também serviu Dentinho no segundo tento alvinegro. Mas a segunda-feira não começou tão bem para os corinthianos, pelo menos para os assinantes do plano Fiel-Torcedor, aqueles de segunda classe, já citados aqui.

.

A venda de ingressos para a maioria dos torcedores, salvo os priorizados por mais de 10 jogos, teoricamente começou hoje, às 7h00. O sistema, pelo visto mal dimensionado, posto que não prevê e nem suporta picos de atualização, caiu inúmeras vezes. As páginas não abriam e os serviços de checagem de pagamento ficaram paralisados. A fila virtual para a conclusão do trâmite até o boleto de pagamento chegou a durar quatro horas.

.

Para melhorar, os boletos foram gerados sem o desconto que o plano oferece aos assinantes. Um Fiel torcedor das cadeiras laranja, por exemplo, que deveria pagar R$ 120 pelo ingresso, recebeu um boleto no valor de R$ 200. O SAC simplesmente não funcionou.

FT LIXO

.

O que já era um comércio estranho e caro, para um jogo sem data, contra um adversário indefinido, transformou-se numa bagunça generalizada, ainda mais cara e não havia ninguém para prestar informações. Às 12h00, o clube soltou uma nota oficial informando que a arquibancada verde já estava esgotada. Sobre os descontos não calculados, a nota informava: “tal desconto será automaticamente calculado pelo sistema no momento da efetuação do pagamento e o torcedor conseguirá, assim, pagar seu ingresso posteriormente com o devido abatimento no preço, conforme o regulamento do programa”.

.

A dica aos torcedores é que não paguem os boletos com o valor incorreto. Aguardem a normalização do sistema, que irá recalcular os valores. Os ingressos daqueles que conseguiram finalizar a compra estão garantidos, apesar da confusão e da ausência de desconto.

.

O detalhe básico do imbróglio todo é que a empresa responsável pelo Fiel-Torcedor cobra apenas 60% do clube por este excelente desserviço prestado. E quanto a nós, os Fiéis Torcedores, até quando suportaremos que a diretoria nos abuse por meio de um serviço bastante caro para se adquirir ingressos, depois nos cobre ingressos também inflacionados, inclusive para os assinantes do FT, e em nenhum dos casos ofereça um serviço compatível com o preço?

.

E tudo isso na compra antecipada para a primeira fase da Copa Santander Libertadores, quando os jogos costumam ser menos interessantes e com adversários menos expressivos do que muito time do Campeonato Paulista. Nesta toada, quando chegar a fase mata-mata da competição, então, o torcedor terá de matar ou morrer para conseguir os ingressos.

.

Sensacional e inovador, de fato.



06/11/2005
Novembro 6, 2009, 8:59 pm
Arquivado em: Uncategorized

.

E há quem ainda tente discutir o título de 2005…

Eis a perfeita demonstração do que é ser um legítimo campeão: a maior goleada, a melhor campanha, o craque do campeonato, o melhor ataque e uma das defesas menos vazadas da competição.

Salve o inesquecível 7 a 1, há quatro anos em nossos corações!

Salve a brilhante campanha do Timão no Brasileirão 2005, afinal, foram 42 jogos, 24 vitórias, 9 empates e apenas 9 derrotas. Salve Carlitos Tevez, o artilheiro, e seus 20 belos gols.

E salve o Corinthians!

.

todo poderoso



Fiel-Torcedor: ingressos à venda
Novembro 4, 2009, 12:15 pm
Arquivado em: Uncategorized

fiel-torcedor2

.

Começou hoje (04/11) a venda, via Fiel-Torcedor, do primeiro lote de ingressos para os três jogos da primeira fase da Copa Santander Libertadores 2010.

.

Entretanto, grande parte dos assinantes do plano, inclusive aqueles em dia com o pagamento, estão impedidos de efetuar a compra de ingressos, pois os dirigentes do clube resolveram criar uma nova regra no decorrer do jogo: a prioridade de compra, agora, é dos torcedores que compraram dez ou mais jogos desde o início do projeto. 

.

Trocando em miúdos, o torcedor que assinou o plano recentemente para ter prioridade na compra de ingressos, ou mesmo o que já era assinante mas não conseguiu atingir a marca de 10 jogos comprados, sem aviso prévio, já não possui prioridade e só poderá adquirir os ingressos que restarem a partir do dia 09/11.

.

Há quem aprove a nova regra, há quem julgue-a irregular. Aqui, em meu foro íntimo, considero a medida bastante equivocada, especialmente pela forma em que se deu, afinal, não se trata de algo que esteja claro e explícito no regulamento do FT. O torcedor que aderiu ao plano na semana passada, por exemplo, pagou o mesmíssimo valor dos outros e sequer foi avisado de que já entraria com uma prioridade de segunda classe. 

.

O equívoco reside, só para variar, na falta de transparência. O regulamento esclarece, sim, que o assinante tem apenas prioridade – e não garantia – na compra de ingressos, mas não esclarece que diante de algumas medidas, como ir a mais jogos, o torcedor cadastrado terá mais vantagem na aquisição futura de ingressos para partidas decisivas.

.

Esta, pois, não é uma crítica à medida de privilegiar os mais assíduos do plano, mas à forma de realização da mesma. Se o intuito era beneficiar alguns em detrimento de muitos, que primeiro se criasse uma promoção na qual todos tivessem igualdade de condições. Isto feito e informado aos assinantes, então seria legal privilegiar os que atingiram as metas a partir do anúncio dessa promoção. Mas ao contrário e sem prévio aviso em contrato, lançaram um tipo de promoção com resultados já prontos e não metas a serem atingidas a partir de um determinado lançamento.

.

Além de ser um tanto desonesta com muitos, posto que apenas dois mil serão beneficiados, esta nova medida também pode desencorajar novos adeptos que, pelo mesmo preço dos demais, já entrarão no plano relegados a assinantes de segunda classe.

.

Não se pode duvidar, no entanto, que o Pacaembu, justamente por ser o Pacaembu, lotará da mesma forma e que o torcedor que não quiser perder a Libertadores fará o Fiel-Torcedor mesmo assim, pelo menos os que tiverem condições e/ou não sentirem sua inteligência ultrajada, mas não há dúvidas de que se esta não fosse a única maneira de acompanhar o time no ano de seu centenário a procura pelo plano de fidelidade seria tão pouca quanto são os seus benefícios. Sim, pois oferecer um plano em que o benefício é aquele que o cliente já deveria ter por direito nos estádios não é lá grande coisa.

.

Em tempo, não sei se sou eu apenas, mas parece haver um cheiro de Morumbi no ar, salvo engano.



Tudo errado no Derby
Novembro 2, 2009, 2:02 am
Arquivado em: Uncategorized
derby

O Fenômeno dos clássicos não foi suficiente para o Corinthians quebrar o tabu

Para começar, um Palmeiras x Corinthians fora da cidade de São Paulo perde até o sentido de ser, uma vez que o termo Derby designa justamente o confronto entre os rivais de uma mesma cidade, a divisão da mesma pelos times e torcidas. Tudo bem, os clubes sentaram e resolveram disputar a partida na distante Presidente Prudente, apesar de São Paulo ser mais bem amparada na questão de segurança, até pela demanda, e não ter histórico de estádios que desabaram com uma simples comemoração de gol.

.

Levaram o clássico para o Prudentão, muito dinheiro envolvido e ingressos inflacionados, só esqueceram de aparar o gramado, que de tão irregular tinha o círculo central meio quadrado. É! E no calor de 34 graus do interior paulista, o Palmeiras jogou de branco para forçar o Corinthians a usar preto. Antigamente faria mais efeito…

.

Heber Roberto Lopes foi a opção para apitar a partida. E não se tratava de um jogo qualquer. Era um Derby que poderia decidir o Campeonato Brasileiro! Decisivo para o Palmeiras, fundamental para o Corinthians, que passou o semestre inteiro sem nada fazer e tinha como obrigação vencer para obstar a busca do arquirrival pelo título. E mesmo assim Heber Roberto Lopes apitou! Todas as presepadas cometidas pelo trio de arbitragem, portanto, já eram mais do que esperadas e não foram poucas, dentre elas, a não expulsão de Danilo, após entrada criminosa em Jorge Henrique, e o pênalti não assinalado em Dentinho.

.

O início do clássico foi truncado e com breve superioridade alviverde, pois só os mandantes almejavam algo no campeonato. Mas aos 36 minutos de jogo, Marcos derrubou Jorge Henrique na área após ser driblado pelo corinthiano que rumava ao gol. O pênalti corretamente assinalado, convertido com precisão por Ronaldo, e a justa expulsão do arqueiro palmeirense mudaram o panorama do clássico e o Corinthians só administrou a vantagem até o intervalo.

.

Logo no início da etapa complementar, graças à falha do sistema defensivo do Timão, o Palmeiras chegou ao empate com o cabeceio de Danilo. O autor do tento, vale ressaltar, não deveria estar em campo e só empatou o jogo porque o mesmo árbitro que, em 2006, expulsou dois corinthianos no clássico Majestoso, não quis expulsar dois palmeirenses neste Derby.

.

Mesmo com o empate, o Timão ainda tinha a vantagem numérica e se apresentava melhor, pelo menos até Mano Menezes resolver dar o ar de sua graça e mexer para piorar o time. O treinador então sacou Balbuena – e expôs ainda mais o já crítico lado esquerdo – para a entrada do inoperante Dentinho. Mas o Corinthians ainda tinha Ronaldo e foi ele que recolocou o alvinegro à frente no marcador. Aos 20 minutos, após belo passe de Defederico, o Fenômeno tirou Bruno da jogada e só rolou para o fundo da rede. 2 a 1.

.

Mano Menezes, no entanto, não estava satisfeito com a vitória parcial do Timão e resolveu sacar dois dos melhores jogadores em campo. Trocou Defederico, fundamental em ambas as jogadas de gol, por Edno e Jorge Henrique, que sofria faltas e pendurava os adversários, além de ser a ligação da defesa para o ataque, pelo pífio Souza. E conseguiu deixar em campo o invisível Boquita. Porque empatar é preciso.

.

Não deu outra: O Palmeiras, mesmo com um a menos, alcançou o empate em outra jogada de bola parada, desta vez com Maurício que, sem marcação, cabeceou no canto direito de Felipe. E há quem culpe, além da arbitragem, falhas individuais do Timão e do goleiro Felipe, mas o que ficou nítido nos gols do adversário foram palmeirenses livres em direção à bola, isto é, falha alvinegra coletiva e ocasionada por treinamento deficiente.

.

Os gols sofridos foram semelhantes aos marcados por Goiás e Grêmio contra o Timão. Tamanha é a genialidade do blindado técnico Mano Menezes, que inventou de fazer a linha de marcação praticamente fora da área para possibilitar que os adversários entrem livres e na cara do gol.

.

Ademais, esta foi a 13ª partida corinthiana disputada fora de casa no returno do Brasileirão, destas o Corinthians venceu apenas três, pois time que é um desastre tático realmente não conquista pontos fora, vide o Grêmio de 2005, e no máximo consegue, empurrado pela torcida que motiva os jogadores, vencer em casa exclusivamente por empenho da equipe, mesmo que o treinador seja irrelevante.

.

Por fim, vale destacar que o desmanche ocasionado pela diretoria foi o grande responsável por tornar o Corinthians um mero espectador deste Brasileirão, mas a desistência antecipada de Mano Menezes é inaceitável e seu trabalho nos últimos meses é abaixo da crítica. Lembrando que o Cruzeiro, sem nenhum Rinus Mitchel, ainda briga no campeonato, mesmo após virar o turno atrás e perder mais jogadores que o Timão na janela de transferência.

.

O problema maior, no entanto, reside na acomodação. Diante de todas as complicações, nada é feito, ninguém reclama e a torcida só aplaude. Apoia a descaracterização do Corinthians, não o verdadeiro Corinthians. Que São Jorge o proteja então.



O assassinato do Time do Povo
Outubro 30, 2009, 1:28 am
Arquivado em: Uncategorized

A derradeira pá de cal:

abuso!

.

O objetivo único e exclusivo disso? Lucro, claro. A consequência? Elitização, morte do time do povo. Restará, em seu lugar, apenas mais um time de futebol, comum, nada além disso. E que se saliente, desde já, que a conquista da Libertadores passa a ser uma obrigação, aliás, a do Brasileiro e a do Mundial também, pois como se sabe, times comuns sobrevivem de títulos.

No momento, tomada pelo desgosto e pela revolta com os senhores do business, que atiraram ao lixo a história do centenário time do povo e que pretendem, com esta majoração extorsiva dos ingressos, inibir a participação de corinthianos de todos os estratos sociais na festa dos 100 anos do clube, não me julgo na condição ideal para discorrer sobre o assunto, ao menos por ora.

E enquanto a aversão inveterada e absoluta me impede de escrever, limito-me a assinar embaixo de dois textos que compartilho a seguir e que já disseram tudo e um pouco mais. O primeiro, do alvinegro Partigiano Tchê e o segundo, escrito pelo Savarese no início de 2008, mas insuportavelmente atual:

.

abuso2 

Roubo, Egoísmo e Elitização Brutal

Por Partigiano Tchê

O Corinthians vai jogar a Libertadores do Centenário com três gomos de torcida ativa.

Supõe-se que os torcedores que erguem a voz estarão nos setores amarelo, verde e tobogã. Os outros bons corinthianos, também doadores de energia, tiveram roubado o direito à presença no estádio. Estes setores serão reservados aos VIPS, playboys e aos quietos endinheirados.

O outro ingresso mais barato custará R$ 200, na Especial Laranja.

Essa política vai acabar com a presença de famílias de classe média no setor.

Sem o plano de fidelidade, um pai e dois filhos pagaria R$ 600 por um único jogo. Ainda que tenha o mais caro dos planos fixos, pagará R$ 360 por um único jogo (R$ 120 x 3).

No caso da numerada descoberta, esse valor subiu a R$ 300, cada ingresso.

Nunca vencemos a tal Libertadores e sabe-se que é fundamental a presença do torcedor ativo numa competição desse naipe. A diretoria de Andres Sanchez e Rosenberg, no entanto, considera mais importante o “business”. Julga apenas a “oportunidade” de fazer dinheiro.

Muitos torcedores, movidos pelo egoísmo que já se tornou a marca de uma nova geração de “corinthianos”, têm apoiado criminosamente a medida.

Afinal, se conseguirem os seus ingressos nos setores populares, pouco se importam se outros confrades não tiverem essa sorte. Tampouco se importam se as laterais do campo acabarem lotadas de silenciosa platéia VIP. E pouco se importam, na verdade, se esses gomos ficarem às moscas. O que vale é o interesse pessoal ou do pequeno grupo.

Aplaudem e lançam vivas ao projeto de elitização brutal do espetáculo. O “time do povo”, aparentemente, quer bolsões de privilegiados com ingressos garantidos por grupos: os rebanhos das “lideranças” e os VIPs.

Em pouco tempo, num processo escandaloso de elitização, concessão de privilégios e controle de lideranças pelegas, a administração Sanchez está reduzindo o Corinthians a um clube qualquer.

Pisa em sua tradição. Cospe numa cultura centenária.

.

Corinthians

Corinthians que não pensa

Por Savarese

O Corinthians já não pensa. Não ri. E a torcida, que era o seu mais importante diferencial, é cada vez mais parecida com as outras.

Falta bom senso para dar paz ao clube após o maior trauma da sua história. Preferiram acomodar facções em troca de uma breve trégua em vez de fazer os expurgos necessários, como os do ex-presidente Alberto Dualibi, do ex-vice Nési Curi e da mafiosa MSI, vão andar de soslaio até que a pressão seja insuportável.

Mas essa pressão, quem diria?, não virá da torcida.

Se há algumas décadas ela ia para os estádios para ver a si mesma e cobrar os cartolas inaptos que mantiveram o clube na fila por 23 anos, hoje ela anda de mãos dadas com o presidente Andrés Sanches, que pouco crédito merece por seu histórico de alianças mal fadadas e nem sempre confessáveis.

Da maior comunidade corintiana no Orkut, passando pelas arquibancadas e pelo torcedor de botequim, a Fiel não é mais a mesma. Perdeu o humor e perdeu o juízo.

O maior símbolo disso é a torcida organizada Gaviões da Fiel, criada para fiscalizar o clube nos anos 1960 e hoje prestes a se tornar um braço uniformizado da diretoria “Kia II- A missão”.

Uma torcida que tinha cara de movimento social há alguns anos, inclusive com proximidade com o Movimento Sem-Terra e outros descamisados do Brasil, agora é um anexo do poder–o que desonra a história de quem a criou e de tantos que a exaltaram.

Apenas a preferência clubística separa hoje a Gaviões da são-paulina Independente, que sabidamente depende da diretoria tricolor para conter as críticas e ver jogos da Libertadores no exterior. Ambas foram compradas por ninharia.

O que separa a Gaviões da Mancha Alviverde, cujo dirigente mais famoso se vê no direito de dar porrada em treinador mirim só porque o filho dele não joga no time titular? Ambas brigam por espaço, e não por transparência.

Nesse caldo todo só pode prevalescer a máxima de Millor Fernandes: a única coisa que não tem limite neste mundo é a burrice.

A participação do torcedor fica restrita, para os analfabetos funcionais de plantão, a comprar ou não comprar produtos do clube, ir ou não aos jogos, defender ou não o Corinthians das críticas da imprensa e dos rivais. E isso é muito, muito pouco.

Esse sectarismo estúpido cada vez mais forte na torcida corintiana está em descompasso com a história de um clube que atraiu faixas pela anistia aos exilados pela ditadura e foi palco da democracia corintiana –um fenômeno que não conheço igual e se houver algo parecido no futebol mundial, peço que me contem.

E o saldo da ausência da torcida na fiscalização, sabe-se, é negociatas aos borbotões, fanatismo em vez de paixão e, no futuro, derrocada. Uma inevitável derrocada por falta de inteligência.

Muito triste.

Por isso, quando falam da equipe atual do Corinthians, cujo meio-de-campo não funciona direito, me vem à cabeça a idéia de que um time também é reflexo da sua diretoria. Independentemente do treinador que o comande.

Afinal, é a diretoria do Corinthians que faz de tudo para se defender, mesmo que isso não traga nenhuma vitória. E é também a diretoria na qual ninguém usa a cabeça em vez da força para fazer a diferença em favor do clube.

.



O Coringão voltou a vencer
Outubro 29, 2009, 4:39 am
Arquivado em: Uncategorized
def10

Def10 comemora o seu primeiro gol pelo Corinthians

.

Vindo de um segundo turno decepcionante, especialmente em jogos fora de casa, o Timão finalmente triunfou em campo alheio. No Barradão, o argentino Defederico foi o autor do único gol do confronto entre Vitória e Corinthians, agora na 9ª posição da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, com 45 pontos.

.

Após um primeiro tempo sonolento, onde a única boa oportunidade criada pelo alvinegro ocorreu aos 33 minutos, com Jucilei, o Corinthians aproveitou a segunda etapa para se reencontrar com a vitória e, aos 21 minutos, Defederico recebeu de Jucilei e chutou na saída do goleiro Viáfara para marcar o seu primeiro gol com a camisa do Timão. Agora vai…

..

O Corinthians venceu, mas não convenceu e provavelmente nem tinha esta pretensão no campeonato que já abandonou lá na 18ª rodada, quando Mano Menezes desistiu publicamente da luta pelo título. O Vitória fez uma partida pífia e mesmo assim os corinthianos não apresentaram bom futebol. Faltou objetividade ofensiva e também vontade por parte de alguns, sempre os mesmos. Ronaldo não viu a cor da bola e, em que pese a má formação do time que deveria servi-lo, precisa voltar o foco para o aprimoramento da condição física.

.

É interessante ressaltar uma talvez coincidência: bastou Marcelo Mattos sair do time para a vitória tornar a aparecer. Desde que o apadrinhado do cartola reingressou no Timão o aproveitamento da equipe caiu consideravelmente e chegou a meros 25%, o pior dos 20 times que disputam a Série A. Neste período, para cada gol marcado (7) a defesa sofreu o dobro (14). No caso específico do jogo desta quarta-feira, o time também aparentou melhora ao iniciar a partida com Defederico em vez de Dentinho.

.

Contudo, apesar da vitória, o Timão não sonha mais com a tríplice coroa, graças à desistência antecipada, ainda no primeiro turno, que outrora seria absurda em se tratando de Corinthians. E é lamentável que tenham desprezado a cultura do clube para a imposição das próprias e derrotistas culturas de alguns dirigentes e treinadores, pois se a preservassem, além da dignidade, talvez o alvinegro ainda tivesse chances de título, como tem o Cruzeiro, que terminou o primeiro turno com apenas 22 pontos, em 14º lugar, enquanto o Timão terminou em 9º lugar, com 28 pontos. Por essas e outras é que a torcida costumava carregar o lema “lutar sempre, perder talvez, desistir jamais“. Fica a dica!

.

O triunfo mosqueteiro sobre o Leão da Barra, entretanto, ainda pode ser mais do que uma vitória sem maiores consequências no campeonato. Pode servir para embalar o Timão para o Derby do próximo domingo, o jogo mais importante do semestre para o Corinthians, que tem a obrigação de vencer. E diz-se obrigação, sim, pois a partir do momento que time e treinador resolvem jogar a toalha e decidir que só trabalharão em 2010, porém continuam recebendo seus salários em 2009, o mínimo que podem fazer por um também mínimo respeito à torcida, que segue pagando ingressos inflacionados, é obstar a busca do arquirrival pelo título.

.

Vai Corinthians, sempre altaneiro, como Corinthians!



Do business ao derrotismo
Outubro 27, 2009, 4:56 am
Arquivado em: Uncategorized

imagem derrota

 

“Já era esperado”… Foi com esta pérola que Elias justificou a mais nova derrota do Corinthians no Pacaembu, desta vez para o Cruzeiro, pelo placar de 1 a 0. E quem ainda consegue acompanhar a fase férias antecipadas do Timão em pleno Campeonato Brasileiro sabe que ele não mentiu, embora o discurso seja típico de um fracassado.

.

O Corinthians mais uma vez não jogou. A Fiel mais uma vez compareceu em bom número e novamente não teve a dignidade de clamar por raça. Ainda não se sabe que tipo de entorpecente foi utilizado pela torcida.

.

O Cruzeiro jogou pouco, mas o suficiente para superar o alvinegro e marcar o único tento da partida, anotado por Gilberto, em posição irregular, aos 40 minutos da primeira etapa. E nem da arbitragem o Corinthians pode reclamar, uma vez que atuou em vantagem numérica, graças à expulsão de Fernandinho, e sequer esteve perto de conseguir um empate que fosse.

.

Em campo, um Timão completamente desfigurado, apático, com um meio-campo abarrotado de volantes, todos fora da posição que seria mais indicada para a característica de cada um, um deserto na lateral-esquerda e um amontoado de atacantes deslocados, desconectados uns dos outros e do resto do time. No banco, um treinador perdido e dois reforços mal utilizados. Na diretoria, os senhores do business, autores do desmanche, culpados pela ausência de reposição e atual desmantelamento do Corinthians. E na torcida, um bando de loucos? Não. Um bando de autistas, que parece não acompanhar a realidade do time.

.

Além dos problemas técnicos e táticos, que equipe pode se sentir motivada a vencer com uma torcida que simplesmente não se importa, que aplaude copiosamente mesmo os vexames? Tem gente confundindo Fiel com guarda Abel.

.

Torcedor que é torcedor apoia, mas também cobra quando necessário. E deve cobrar especialmente que aqueles que receberam a honra de representar o time do povo demonstrem raça, entrega e disposição. Já disse e repito: amar não é aceitar tudo, aliás, onde tudo é aceito talvez falte amor. É isso que a torcida corinthiana precisa assimilar para tornar a ser aquela que recebeu o título de Fiel.

.

Quanto ao Corinthians, nesta 31ª rodada, o aproveitamento do time caiu para 45%. É o pior desde a 6ª rodada (44%), quando o time ainda estava focado na Copa do Brasil. Vale ressaltar que no ano do rebaixamento o aproveitamento final foi de 39%.

.

No returno deste Brasileirão, o alvinegro perdeu pontos para todos os sete últimos colocados: Fluminense, Sport, Botafogo, Náutico, Santo André, Coritiba e Atlético PR. E com este recente resultado do jogo contra o Cruzeiro o clube chegou a sua 5ª derrota em 11 partidas disputadas em casa.

.

O ataque já é o 5º pior da competição, com míseros 39 gols, e a defesa está entre as dez piores. O saldo é negativo: – 5. Em 2007, o pior ano da história do clube, o Timão padeceu com média de 1,4 gols sofridos por partida, a mesma do atual momento. Já a média de gols marcados é pouco superior a do ano do rebaixamento:  1,26 em 2009, contra 1,13 em 2007.

.

Foi para isso que o Coringão voltou? É para isso que o clube mantém reservas de luxo a R$ 220 mil/mensais ou titulares que sobreviveram ao desmanche e receberam consideráveis aumentos de salário? 

.

Os muito otimistas e/ou muito acomodados podem até considerar tudo normal, achar que as críticas não passam de devaneios dos mais cornetas, okay, mas tudo indica que até mesmo o Ronaldo se uniu à turma do amendoim. Em recente entrevista, o Fenômeno disparou: “O time não vem bem faz tempo, foi desmontado (…) Eu mesmo estou mal. Ninguém está fazendo sua parte. Hoje foi um exemplo: o time com um a mais não arriscou, ficou com medo“, claramente se referindo ao desmanche, à desmotivação ocasionada pelo mesmo e ao desserviço que presta o treinador Mano Menezes.

.

Mas é claro que tudo isso já era esperado… Lá no Campinense, talvez.



Ao eterno Deus da Raça
Outubro 27, 2009, 1:41 am
Arquivado em: Uncategorized

5

.

Foi realizada na tarde de Sábado, dia 24 de Outubro, no Cemitério da Quarta Parada, em São Paulo, uma homenagem ao eterno Idário.

O “Deus da Raça”, como era chamado, faleceu no dia 18 de Setembro, no pronto-socorro da Praia Grande.

Por meio de contribuições de corinthianos e membros das comunidades do Corinthians no Orkut, foi confeccionada uma bela placa para a lápide do ídolo, que no sábado foi finalmente instalada na sepultura.

Na ocasião, foi lida uma mensagem de agradecimento ao eterno médio-direito, tido como o jogador mais raçudo que já envergou o sagrado manto corinthiano. Amigos corinthianos e a viúva de Idário estiveram presentes.

Foi uma homenagem modesta, mas singela e emocionante, digna do nosso Idário. E, por isso, quero agradecer de coração a todos os colaboradores, que confiaram e contribuíram, pois tornaram possível não só a confecção da placa para a lápide, mas também a reforma do jazigo, que já foi iniciada.

.

 

Observação: O  mesmo grupo de corinthianos pretende agilizar a limpeza e reforma das praças Luiz Trochillo e Vicente Matheus, em homenagem ao grande pequeno polegar e ao eterno presidente, respectivamente. Ambas as praças, uma na Vila Carrão, outra na Mooca, infelizmente estão abandonadas, repletas de entulhos. E todos estão convocados a participar conosco desta ação pela preservação da memória corinthiana.